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Há 20 anos na cena, o mineiro FBC passeia do Miami Bass ao boombap e ao ska, sempre com a rua como ponto de partida.

About

Com 20 anos de trajetória no hip hop, o rapper mineiro FBC é um dos grandes nomes da cena brasileira. É um dos fundadores da DV Tribo, coletivo de Belo Horizonte que reuniu nomes como Djonga e Clara Lima e marcou uma geração do rap nacional. Com letras afiadas e forte presença de palco, construiu uma obra que transita por diferentes sonoridades sem perder de vista as vivências de quem vem das ruas e das periferias. Seu trabalho ganhou destaque com “Padrim” (2019), disco que traz “Se Eu Não Te Cantar”, certificada com disco de platina. A projeção nacional veio com “Baile” (2021), parceria com o produtor VHOOR que resgatou os melôs e raps dos anos 90 sob a batida do Miami Bass. O álbum rendeu um disco de platina para “Se Tá Solteira”, com participação de Mac Júlia, e um disco de ouro para “Delírios”. Depois de explorar temas existenciais e beats futuristas em “O Amor, o Perdão e a Tecnologia Irão nos Levar para Outro Planeta” (2023), FBC lançou “Assaltos e Batidas” (2025), disco de boombap que retoma a essência crua e política do rap. Acompanhado de um curta-metragem, o trabalho une rap, cinema e literatura em crônicas sobre a vida nas favelas brasileiras e foi indicado ao Prêmio da Música Brasileira 2026 na categoria Melhor Lançamento de Rap/Trap. No palco, o álbum virou uma experiência imersiva, com banda ao vivo, telões e cenografia. Em 2026, no Dia do Trabalhador, FBC lançou “Tambores, Cafezais, Fuzis, Guaranás e Outras Brasilidades”, álbum que trata das forças que moldam o Brasil: ancestralidade, exploração do trabalho, violência estrutural e cultura de consumo. A sonoridade amplia o universo do artista ao incorporar rock e hardcore, mantendo o rap como eixo central e ferramenta política. Seu lançamento mais recente é “Skarnaval EP. 1”, primeira parte de um projeto em três etapas que acompanha as fases da vida de um brasileiro, da infância à vida adulta. Crescer, brincar, amar, trabalhar e, no caminho, entender as circunstâncias que moldam a própria vida. O ska é o fio condutor da obra, em diálogo com a cultura popular brasileira e o clima do carnaval de rua. Com participação de Fernanda Takai, do Pato Fu, em “Greve das Crianças”, “Skarnaval” faz uma leitura crítica do Brasil sem perder a leveza. Com shows que misturam performance, rima e potência política, FBC consolida seu lugar como um dos nomes mais criativos da música brasileira atual, fazendo da batida e da rua as protagonistas do palco.

First event on Shotgun in 2022